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quarta-feira, 1 de julho de 2009

ANO DA FRANÇA NO BRASIL! E SC?


ANO DA FRANÇA NO BRASIL!
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O Ano da França no Brasil é uma iniciativa do governo dos dois países, com o objetivo de aprofundar as relações bilaterais no âmbito cultural, acadêmico e econômico.
Para isso, serão realizados centenas de eventos em todo o País, como exposições, shows, concertos, ciclos de cinema, seminários e festivais, que darão ao público brasileiro a oportunidade de acompanhar manifestações artísticas da França contemporânea e conhecer mais a fundo a cultura daquele país.

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E EM SANTA CATARINA?
E FLORIANÓPOLIS?


No dia 26 de maio de 2009 (demorou, mas postei!) visitei uma exposição no Floripa Shopping (Rodovia SC-401, 3116, Saco Grande), um evento que faz parte da comemoração do Ano da França no Brasil.

Achei muito interessante pois tá tão falado na mídia do Ano da França no Brasil que fico pensando e eu com isso? e SC com isso? e Fpolis com isso?

Aí que achei muito válido socializar o que vi nesta exposição:

A exposição mostra a relação do piloto-escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, autor do O Pequeno Príncipe, um dos livros mais vendidos no mundo, com Florianópolis.

O autor Saint-Exupéry era também piloto e em várias de suas viagens fez escalas em Florianópolis, ficando na maioria das vezes na praia do Campeche. A proposta da exposição é contextualizar o período e a razão da passagem de Saint Exupery pela Ilha, ilustrando um pouco da história deixados pelo piloto e a troca de cultura e experiências que ele deixou por Florianópolis.

Diz a lenda que o nome da praia do Campeche surge do apelido que um visitante francês deu ao lugar: Champ et Pêche, ou seja, Campo de Pesca. O tal francês era conhecido pelos pescadores do local como Zé do Perri. "Zé" era ninguém mais que o aviador Antoine de Saint-Exupéry, que viveu na Ilha entre 1929 e 1931.

Desenhos de Saint Exupery ilustram o cotidiano do Campeche, como o "acendedor de lampiões", e a amizade com Seu Deca.

Abaixo algumas fotografias que registrei da mostra!







Links:

http://www.anodafranca.com.br/

http://www.anodafrancanobrasil.cultura.gov.br/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ano_da_Fran%C3%A7a_no_Brasil
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Espaço Zeperri: Sob os Céus do Campeche
Local: Av. Campeche, 1.150 - Campeche.
Horário: a combinar - agendamento.
Valor: gratuito.
Informações: (48) 3879-1134.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Dia do Geógrafo

PARABÉNS GEÓGRAFOS
E PROFESSORES DE GEOGRAFIA!!
Um singelo texto, em homenagem aos Geógrafos:

[...]
O sexto planeta era dez vezes maior. Era habitado por um velho que escrevia livros enormes.
- Bravo! eis um explorador! exclamou ele, logo que viu o principezinho.
O principezinho assentou-se na mesa, ofegante. Já viajara tanto!
- De onde vens? perguntou-lhe o velho.
- Que livro é esse? perguntou-lhe o principezinho. Que faz o senhor aqui?
- Sou geógrafo, respondeu o velho.
- Que é um geógrafo? perguntou o principezinho.
- É um sábio que sabe onde se encontram os mares, os rios, as cidades, as montanhas, os desertos.
É bem interessante, disse o principezinho. Eis, afinal, uma verdadeira profissão! E lançou um olhar em torno de si, no planeta do geógrafo. Nunca havia visto planeta tão majestoso.
- O seu planeta é muito bonito. Haverá oceanos nele?
- Como hei de saber? disse o geógrafo.
- Ah! (O principezinho estava decepcionado.) E montanhas?
- Como hei de saber? disse o geógrafo.
- E cidades, e rios, e desertos?
- Como hei de saber? disse o geógrafo pela terceira vez.
- Mas o senhor é geógrafo!
- É claro, disse o geógrafo; mas não sou explorador. Há uma falta absoluta de exploradores. Não é o geógrafo que vai contar as cidades, os rios, as montanhas, os mares, os oceanos, os desertos. O geógrafo é muito importante para estar passeando. Não deixa um instante a escrivaninha. Mas recebe os exploradores, interroga-os, anota as suas lembranças. E se as lembranças de alguns lhe parecem interessantes, o geógrafo estabelece um inquérito sobre a moralidade do explorador.
- Por que?
- Porque um explorador que mentisse produziria catástrofes nos livros de geografia. Como o explorador que bebesse demais.
- Por que? perguntou o principezinho.
- Porque os bêbados vêem dobrado. Então o geógrafo anotaria duas montanhas onde há uma só.
- Conheço alguém, disse o principezinho, que seria um mau explorador.
- É possível. Pois bem, quando a moralidade do explorador parece boa, faz-se uma investigação sobre a sua descoberta.
- Vai-se ver?
- Não. Seria muito complicado. mas exige-se do explorador que ele forneça provas. Tratando-se, por exemplo, de uma grande montanha, ele trará grandes pedras.
O geógrafo, de súbito, se entusiasmou:
- Mas tu vens de longe. Tu és explorador! Tu me vais descrever o teu planeta!
E o geógrafo, tendo aberto o seu caderno, apontou o seu lápis. Anotam-se primeiro a lápis as narrações dos exploradores. Espera-se, para cobrir à tinta, que o explorador tenha fornecido provas.
- Então? interrogou o geógrafo.
- Oh! onde eu moro, disse o principezinho, não é interessante: é muito pequeno. Eu tenho três vulcões. Dois vulcões em atividade e um vulcão extinto. A gente nunca sabe...
- A gente nunca sabe, repetiu o geógrafo.
- Tenho também uma flor.
- Mas nós não anotamos as flores, disse o geógrafo.
- Por que não? É o mais bonito!
- Porque as flores são efêmeras.
- Que quer dizer "efêmera"?
- As geografias, disse o geógrafo, são os livros de mais valor. Nunca ficam fora de moda. É muito raro que um monte troque de lugar. É muito raro um oceano esvaziar-se. Nós escrevemos coisas eternas.
- Mas os vulcões extintos podem se reanimar, interrompeu o principezinho. Que quer dizer "efêmera"?
- Que os vulcões estejam extintos ou não, isso dá no mesmo para nós, disse o geógrafo. O que nos interessa é a montanha. Ela não muda.
- Mas que quer dizer "efêmera"? repetiu o principezinho, que nunca, na sua vida, renunciara a uma pergunta que tivesse feito.
- Quer dizer "ameaçada de próxima desaparição".
- Minha flor estará ameaçada de próxima desaparição?
- Sem dúvida.
Minha flor é efêmera, disse o principezinho, e não tem mais que quatro espinhos para defender-se do mundo! E eu a deixei sozinha!
Foi seu primeiro movimento de remorso. Mas retomou coragem:
- Que me aconselha a visitar? perguntou ele.
- O planeta Terra, respondeu-lhe o geógrafo. Goza de grande reputação...
E o principezinho se foi, pensando na flor.


* Pequeno Príncipe, no sexto planeta do Geógrafo
Adaptação Profº Fabricio Mignon - Homenagem ao dia do Geógrafo
Link: http://www.tamandare.g12.br/ciber/peqprincipeap.pps