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sábado, 15 de fevereiro de 2014

Apontamentos: Boaventura de Sousa Santos

Conteúdo: ciência, conhecimento científico

UM DISCURSO SOBRE AS CIÊNCIAS – Boaventura de Sousa Santos

Boaventura de Sousa Santos (2010) faz um registro na obra “Um discurso sobre as Ciências” a
partir de sua Oração de Sapiência na abertura solene das aulas na Universidade de Coimbra em 1985/86.
Mesmo com a contemporaneidade do autor, as indagações lançadas no início da década de 1980
são atuais e ao mesmo passo remetem discussões da própria origem da(s) ciência(s).
Gostei de algumas citações do autor ainda no prefácio à edição brasileira: de sua posição
epistemológica antipositivista; todo conhecimento científico é socialmente construído; seu rigor tem
limites inultrapassáveis; e sua objetividade não implica neutralidade.
A Ciência rompe com o senso comum e encontra-se em transformação, talvez caminhando em
direção de um novo e mais esclarecido senso comum. Hoje de novo em mudança, estamos perplexos, não
somos os mesmos. Tendência a perder a confiança epistemológica.
Os cientistas modernos nascem no século XVI. Deste período também desenvolve-se o que
chamaram de Revolução científica com Copérnico, Galileu e Newton.
Reflexão sobre os limites do rigor cientifico.
Complexidade e ambiguidade: nos momentos de transição como o que vivemos volta-se as coisas
e perguntas simples.
O progresso da ciência e das artes servem para purificar ou corromper nossos costumes.
Há uma relação entre ciência e virtude?
Qual o valor do conhecimento: ordinário ou vulgar?
Estamos no fim de um ciclo hegemônico de uma certa ordem cientifica.O autor caracteriza sinais de uma perfil de uma nova ordem cientifica emergente: perda de sentido
em diferenciar ciências naturais e sociais; síntese catalizadora das ciências sociais e sua recusa ao
positivismo lógico, empírico ou mecanismo

Referência:
SOUSA SANTOS, Boaventura de. Um Discurso sobre as Ciências. 7 ed. São Paulo: Cortez, 2010

Apontamentos: Bernard Lahire

Conteúdo: Apontamentos de leitura sobre a obra.

SUCESSO ESCOLAR NOS MEIOS POPULARES: 
AS RAZÕES DO IMPROVÁVEL - Bernard Lahire

Bernard Lahire é um sociólogo francês que teve muita influência de Pierre Bordieu.
No capítulo 1, O Ponto de Vista do Conhecimento, da obra ‘Sucesso escolar nos meios populares:
as razões do improvável’, o autor traça características do comportamento e personalidade da criança,
contrapõe o ‘sucesso’ e o ‘fracasso’ em algumas situações familiares e escolares, traça alguns perfis do
estudo e pesquisa sociológica, e relaciona escala de abordagens: micro e macro.
O livro que peguei na biblioteca da Udesc para ler, tinha anotações de um grande admirador de
Bordieu, pois em cada página fez questão de anotar as categorias e conceitos deste autor. O que tornava a
leitura muitas vezes desinteressante pois não dava tempo de relacionar com o autor anteriormente
estudado.
O texto é de uma leitura agradável e trás reflexões importantes sobre o desempenho de criança nos
ambientes escolares relacionado com práticas sociais, nisto refletiria o seu ‘sucesso’ ou ‘fracasso’.
Uma parte do texto me chamou atenção, quando Lahire elucida:
“as condições de existência de um indivíduo são primeiro e antes de tudo as condições de coexistência que
podemos evitar todas as reitificações destas condições de existência em forma de propriedades, de capitais,
de recursos abstraídos (abstraídos das relações sociais efetivas). Essas propriedades, capitais ou recursos não
são coisas que determinam o individuo, mas realidades encarnadas em seres sociais concretos que, através de
seu modo de relacionamento com a criança, irão permitir, progressivamente, que constitua uma relação com
o mundo e com o outro” (LAHIRE, p.18, 2004).
Diante desta citação compreendi a abordagem do autor a partir das relações sociais numa esfera
pequena e próxima da criança. Me fez lembrar uma abordagem diferente que estudamos na disciplina, a
do marxismo, em que o olhar de estudo era a partir das condições materiais desses indivíduos e a
influencia das relações sociais e econômicas em suas condições de existência.
Uma discussão importante que o autor aborda é sobre os alunos considerados autônomos e os
chamados de desatentos. Para Lahire a autonomia está relacionada a obediência às regras, enquanto os
que precisam de ajuda, indisciplinados e precisam ser lembrados das regras são considerados desatentos.
Os alunos passam por regimes disciplinares opostos.
O olhar sociólogo é presente, e fica mais evidente quando o autor afirma da importância da análise
sociológica em todas as etapas da pesquisa, em cada retirada de dados estatísticos e de respostas em
entrevistas.

Referência:
LAHIRE, Bernard. Sucesso escolar nos meios populares: as razões do improvável. São Paulo: Ática,
1997. Tradução de Ramon Américo Vasques e Sonia Goldefeder. São. Paulo: Ática, 2004.

Apontamentos: Zygmunt Bauman

Conteúdo: Modernidade, fluidez das relações

MODERNIDADE LÍQUIDA - Zygmunt Bauman

No prefácio da obra Modernidade Líquida de Bauman (2001) elucida o ‘ser leve e líquido’ a partir
das características físicas e propriedades químicas dos elementos, e na comparação da ‘modernidade
rígida’ e ‘modernidade fluída’. A liquefação passa do sistema, da racionalidade instrumental, para a
sociedade, da política para as ‘políticas da vida’, ou desceram do nível macro para o nível micro do
convívio social (p.14).
A modernidade líquida é caracterizada pelo fato dos líquidos mudarem de forma muito
rapidamente, sob a menor pressão. Na verdade, são incapazes de manter a mesma forma por muito tempo.
No atual estágio “líquido” da modernidade, os líquidos são deliberadamente impedidos de se
solidificarem. A temperatura elevada, ou seja, o impulso de transgredir, de substituir, de acelerar a
circulação de mercadorias rentáveis, não dá ao fluxo uma oportunidade de abrandar, nem o tempo
necessário para condensar e solidificar-se em formas estáveis, com uma maior expectativa de vida.
No Capítulo 1, Emancipação, o autor faz um recorte histórico pós Segunda Guerra Mundial, período de crescimento, estabelecimento da riqueza e segurança econômica. Surge uma necessidade de
emancipação: ‘liberta-se de algum tipo de grilhão’, ‘sentir-se livre’.
Algumas contraposições interessante menciono abaixo:
Liberdade subjetiva e objetiva, fenômeno versus essência. (p.24)
Necessidade de libertação subjetiva e objetiva.(p.24)
Libertação é uma benção ou uma maldição? (p.26)
Liberdade como garantia de felicidade (p.26)
Outro ponto interessante quando Bauman afirma que não há contradição entre dependência e
libertação como não há outro caminho para buscar libertação senão submeter-se à sociedade e seguir suas
normas (p.28).
A passagem para a modernidade líquida é um caminho sem volta, afinal como afirma o autor “o
que foi separado não pode ser colado novamente”(p.29).

Referências:
BAUMAN, Zygmunt (1925). Modernidade Líquida. Tradução Plínio Dentzien. Rio de Janeiro: Zahar,
2001.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Milton Santos: Política Racial Brasileira

Conteúdo: Mito da Democracia Racial.

"Entrevista realizada no dia 4 de janeiro de 2001. Foi a última concedida pelo professor Milton Santos, precocemente abatido por um câncer em 24 de junho do mesmo ano. O geógrafo se foi, mas seus pensamentos ficaram. Seu ideário político inspiraram o debate sobre a sociedade brasileira e a construção de um novo mundo globalizado." Neste trecho, separado por mim, Milton Santos reflete sobre o processo de políticas raciais que até então se iniciava no Brasil. Uma reflexão bastante intuitiva, alertando sobre as conseqüências negativas do "crescimento separado" entre os grupos étnicos que compõem a nação brasileira. A sua oposição repousa na construção de um Brasil, que respeite a singularidade de suas raízes, e democrático na elaboração de políticas sociais que ampliem o acesso de todos os brasileiros, independente de sua "cor", da sua "raça". Milton Santos desejava que "os negros pudessem crescer para serem brasileiros como quaisquer outro brasileiro, e não, crescer e melhorar como negros em uma sociedade de grupos étnicos separados..." 

Dados Técnicos: Milton Santos, pensador do Brasil, 2001, Diretor: Silvio Tendler

Fonte: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=xp9_fPuYHXc



quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Como fazer questionários eletrônicos?

Conteúdo: Questionário, Formulário eletrônico, grátis, por email.
Atividade: Aplicar perguntas para pesquisas.


Olá pessoal, como ando envolvida com pesquisa ultimamente, descobri um recurso do GoogleDocs bem interessante para aplicar questionários eletrônicos (por email), de forma prática para quem responde, e muito útil para analisar as respostas através de "resumo de respostas" que dá um apanhado geral através de gráficos e porcentagem.
Ainda estou explorando todas suas possibilidades!

Alguns recursos representei abaixo na imagem:

A sequência para iniciar um formulário é:
  1. ter uma conta no Gmail
  2. acessar o GoogleDocs (Acho que GoogleDrive também dá)
  3. clicar em "Criar"
  4. escolher "Formulários"


Esse tutorial é bem explicativo: