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domingo, 25 de agosto de 2013

Apontamentos: Giovanni Alves

Conteúdo: Globalização
Série: Superior
Atividade: Apontamentos de Livro


A GLOBALIZAÇÃO E O CAPITALISMO CONTEMPORÂNEO – Giovanni Alves
Capítulo: Globalização, Mito ou Verdade? Um debate sobre as origens da Globalização

O que é a Globalização? O autor nesta parte do livro (Costa, 2009) contrapõe pontos de vistas sobre a Globalização, um termo complexo que ganhou mais popularidade, ou mais uso, com a desagregação da URSS em 1991 (período chamado por outros de Guerra Fria, Velha Ordem ou Mundo Bipolar). Edmilson Costa também relaciona à essa reflexão o papel do Estado, que algumas vezes é minimizado, outras fortalecido.
Globalização, Imperialismo e Mundialização, qual a relação entre esses termos? A atuação além das fronteiras nacionais. Imperialismo aqui não é territorial e sim econômico, político e cultural. Outros termos poderíamos acrescentar a essa questão: oligopólios, transnacionais, multinacionais, neoliberalismo, neocolonialismo (África e Ásia), relação entre os países no processo histórico (DIT, Divisão Internacional do Trabalho), blocos econômicos.
Qual é o papel do Estado atualmente? Percebe-se que há uma diferença na atuação dos Estados entre os países centrais (regulação macroeconômica) e os países periféricos.
Na Globalização neoliberal qual o papel do mercado? O Mercado é regulador da vida social, sendo uma entidade mítica (‘a mão invisível’); neste contexto também baseia-se na iniciativa privada como operadora do sistema, e na política de Estado mínimo e desregulado. No entanto, querem um Estado forte para leis e garantir os contratos.
A Globalização é um Mito? Alguns pensadores citados no texto minimizam ou banalizam a Globalização, e reforçando a ideia de fenômeno ‘irreversível’, ou até que esse fenômeno não existiria, mas o autor é contrário a essa concepção.
Qual a origem da Globalização? Para alguns a Globalização surge nas primeiras trocas comerciais, nas Grandes Navegações, para outros a partir do advento das novas tecnologias, ou com o capitalismo financeiro (intensificação dos fluxos). Da sua origem seguiria acompanhando as mudanças produtivas e tecnológicas, como as etapas do capitalismo ou das revoluções industriais (ex: Colonialismo, conquista da América; Neocolonialismo, Revolução Industrial; Nova Ordem, fim da URSS). Cita o autor que as ‘companhias monopolistas’ viraram as atuais ‘empresas transnacionais’.
Globalização e Capitalismo: processos afinados e contraditórios? Ao mesmo tempo que a Globalização enriqueceu o mundo cultural e científico, levou riqueza a muitos povos, convive com pobreza e desigualdades (até a homogeneização cultural estadunidense poderíamos citar, ou ‘hegemonização’ do pensamento como citado pelo autor). Elementos intrínsecos à Globalização e ao Capitalismo: crise, limite estrutural oriundo da lógica do capital.
            Concluo com uma reafirmação do autor: “a globalização é a forma que o grande capital encontrou para ampliar o seu domínio pelo mundo, apropriar-se do patrimônio público, reduzir a regulação do Estado a seu favor e cercear a atividade do movimento operário” (Costa, 2009, pág.54). E neste processo ampliam-se as desigualdades entre os países (‘centros hegemônicos’ x ‘periferias espoliadas’). Temos que aceitá-lo para criar estratégias sociais e políticas para sobrevivermos (nós, Tercei Mundo) a este fenômeno.

Referência:

COSTA, Edmilson. Globalização: mito ou realidade? In: A globalização e o capitalismo contemporâneo. 2 ed. São Paulo: Expressão Popular, 2009, p. 41-67.

Apontamentos: David Harvey

Conteúdo: Transformações do Capitalismo no final do século XX
Série: Superior
Atividade: Apontamentos de Livro



CONDIÇÃO PÓS-MODERNA – David Harvey
Parte II - A Transformação político-econômica do capitalismo do final do século XX


Quais transformações capitalistas ocorriam no final do século XX, em termos econômicos, geopolíticos e sociais? Se a acumulação de capital é uma das finalidades do capitalismo, como esse modo econômico e social modificou-se durante este período de transformações do século XX? Mesmo com toda a dinâmica e surpresas capitalistas, este sistema tem como propensão o caos, crises? Estas são algumas minhas indagações para refletirmos a partir da leitura desta parte do livro Condição Pós-Moderna (Harvey, 1998).
O recorte temporal deste contexto é um período de incertezas, que ultrapassa antigos modelos produtivos e tende a novos modos de produção, trabalho e consumo. Inicialmente, do término da Segunda Guerra Mundial (1945), o mundo pós-guerras desencadeou profundas transformações político-econômicas do capitalismo. O equilíbrio de poder prevalecia entre o trabalho organizado, capital corporativo e o Estado. Os Estados Unidos nesse período encontram-se fortalecidos em termos produtivos e militares. A Europa Ocidental que vem se reerguendo, recebe ajuda com o Plano Marshall, assim como o Japão, ambos com auxílio e investimentos estadunidenses.
Enquanto no final do século XIX fusões marcavam um capital monopolista, o século XX firmava-se o capital corporativo.
Este período, em outras fontes, também é chamado de Capitalismo Industrial ou Segunda Revolução Industrial. A produção de carros, construção de navios, produtos petroquímicos, o aço, borracha tornavam-se propulsores do crescimento econômico.
Dentro das indústrias automobilísticas, Henry Ford racionaliza velhas tecnologias, de divisão do trabalho, tarefas repetitivas, trabalhador em posição fixa. As ideias administrativas de Taylor acrescentam ao modelo fordista, o método de separação de gerência, concepção, controle e execução. Desta forma, o trabalho é pensado por uns e executado por outros, estes últimos cada vez mais alienados, explorados, rotinizados e entediados. Tanto que movimentos sindicalistas se fortalecem em paralelo ao aumento da produção. Em 1914, Henry Ford para atrair os trabalhadores vem com a recompensa de cinco dólares por oito horas de trabalho (em vez de dez horas), marco considerado do início do fordismo. Algo que me chamou a atenção no texto, foi a percepção fordista para aumentar consumo: pois segundo Ford era necessário dar tempo e lazer para os trabalhadores, e estes tinham que saber gastar esta renda, daí investindo também em assistência social para um consumo prudente e racional.
Alguns entraves para o desenvolvimento do fordismo constava nesses períodos entre guerras, falta de habilidade na rotina do trabalhador e controle do processo produtivo. Nas fábricas de Ford havia um aproveitamento de mão de obra de imigrantes, enquanto os americanos hostilizavam essa forma de produção. A centralização do capital, economias de escala mediante a padronização do produto também refreavam a competição intercapitalista.
O Liberalismo econômico que vivia-se intensamente, marcado pelo livre comércio, oferta e procura, o mercado se auto-regulando, viu-se abalado principalmente com a Crise de 1929, quebra na bolsa de valores de Nova Iorque, seguiu com o período da Grande Depressão, e depois com outras crises como a Crise de 1973, do preço do petróleo.
O New Deal, política do novo acordo, de Roosevelt fez-se necessário para salvar o capitalismo. Assim a presença do Estado foi pensada e cobrada, com o Keynesianismo. O controle dos ciclos econômicos foi combinado com o aumento dos padrões de vida (pelo menos de poder aquisitivo) e pela política de bem estar social, controle de relações de salário.
As reações trabalhistas, movimentos de minorias, como mulheres, crianças e de desprivilegiados aumentavam. Uma cultura internacional se espalhava diante do massacre de culturas locais do Terceiro Mundo.
O modelo fordista rescindia-se e não dava mais conta das novas necessidades capitalistas no final do século XX. Por conseguinte não houve ruptura, e sim uma transição da ‘produção em massa’ e ‘consumo em massa’, do modernismo fordista (‘acumulação rígida’) para o pós-modernimo toyotista (chamado por Harvey de ‘acumulação flexível’), pelo efêmero, o diferente, a novidade, a moda e a mercadificação de suas formas culturais.
Algumas características da acumulação flexível: flexibilização dos processos de trabalho, necessidades específicas de cada empresa, mobilidade geográfica, pequena escala, tempo de giro (Just-in-time), ‘desregulamentação’, informações precisas do mercado, capital financeiro. Um modelo produtivo adaptado às novas demandas capitalistas e modelo econômico neoliberal.
Contudo, percebe-se no trabalho de Harvey uma análise minuciosa de fatos que marcaram o século XX, dados econômicos e movimentos sociais que refletiam mudanças nos processos produtivos. Diante destas instabilidades o capitalismo teve que se reafirmar e logo se mobilizar para continuar soberano. Destaco ainda a reafirmação de Harvey das ideias de Marx sobre a inconsistência e contradições capitalistas, que possui uma propensão a crises.
É interessante também a análise de Harvey da ‘compressão do espaço-tempo’ no mundo capitalista. Determinado a passar por momentos de superacumulação e outros de crises.
Neste sentido observamos elementos que culminaram nas transformações do final do século XX, complementados pelas mudanças produtivas de capital, da rigidez à flexibilidade capitalista.


Referência:
HARVEY, David. Condição pós-moderna: Uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural. 7ª Ed. São Paulo: Edições Loyola, 1998. Parte II, p. 115-184.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

O que são hotspots?


O que são hotspots?
São áreas de grande biodiversidade, mas sofrem grande risco de destruição. No mundo todo, existem 25 áreas classificadas como tal, especialmente na América Latina, no Sudeste Asiático e na África Subsaariana.


(FUVEST) Observe o mapa a seguir.
Fonte: www.biodiversityhotspots.org. Acessado em 12/07/2010. Adaptado.

Em 1988, o ecólogo inglês Norman Myers propôs a criação do conceito de hotspot com o objetivo de resolver um dos dilemas dos conservacionistas: quais são as áreas mais importantes onde se deve preservar a biodiversidade na Terra? Conforme Myers, umhotspot deve conter pelo menos 1.500 espécies endêmicas de plantas e haver perdido mais de ¾ da vegetação natural existente na área.
Sobre os dois hotspots em terras emersas, assinalados no mapa:

a) Identifique e explique as causas da existência do hotspot em território brasileiro.

b) Explique as causas da existência do hotspot na Ásia equatorial.

Resolução

a) Hotspots são áreas com elevada biodiversidade em estágio avançado de degradação; no Brasil, dois biomas foram classificados como hotspots: o cerrado e a mata Atlântica (circulada em negrito no mapa).
A mata Atlântica, desde o início da ocupação e do povoamento do território nacional, vem sofrendo um acelerado processo de desmatamento e perda da sua biodiversidade devido à exploração madeireira, à expansão agropecuária e à expansão urbano-industrial.

b) Na Ásia Equatorial (arquipélago da Indonésia, península da Malásia), temos o domínio da floresta tropical pluvial, similar à nossa floresta Amazônica, apresentando uma elevada biodiversidade, que vem sendo perdida, sobretudo, por meio do desmatamento, pelas queimadas e pela intensa exploração madeireira.

Fonte:

BRASIL: Recursos Minerais

Conteúdo: Províncias de Minerais do Brasil, Estrutura Geológica
Série: 3ªº EM

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Proposta de aula:
http://www.geografia.seed.pr.gov.br/arquivos/File/recursos_minerais_brasil.pdf

América do Sul

Conteúdos: Fechamento de conteúdos, América do Sul, América Andina, América Platina e América Latina.
Série: 8ºano do Ens. Fundamental

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